Como quebrar a movimentação lateral com segmentação orientada a processos
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Como quebrar a movimentação lateral com segmentação orientada a processos
Em cibersegurança, o problema raramente está na porta de entrada. O verdadeiro caos começa depois da invasão, quando o atacante se move lateralmente dentro da rede, em busca de dados sensíveis, aplicações críticas ou acesso privilegiado. E é justamente aqui que as abordagens tradicionais de segurança falham.
A movimentação lateral é o coração das campanhas de ransomware e espionagem cibernética. Dados apontam que 94% dos ataques de ransomware bem-sucedidos envolvem movimentação lateral antes da criptografia final. Isso significa que conter esse movimento pode ser a diferença entre um incidente isolado e uma crise de grandes proporções.
Por que a segmentação tradicional não funciona mais
Segmentar redes não é uma ideia nova. VLANs, ACLs e firewalls internos já tentavam criar barreiras. Mas essas abordagens estão presas a um modelo estático, limitado a endereços IP, portas e protocolos. Elas falham em ambientes modernos, altamente dinâmicos, distribuídos e orientados a aplicações.
Além disso, são difíceis de manter, propensas a erros e pouco eficazes em impedir que, uma vez dentro, o invasor consiga avançar em direção aos ativos mais críticos da empresa. Um estudo da Akamai mostra que apenas 11% das empresas de e-commerce segmentaram mais de duas áreas críticas de negócio, apesar de enfrentarem em média 167 ataques de ransomware por ano.
Outro ponto crítico é a visibilidade. Muitas organizações ainda não conseguem visualizar as comunicações entre workloads, tornando praticamente inviável a criação de políticas eficazes sem risco de quebrar aplicações ou interromper serviços.
A resposta moderna: segmentação orientada a processos
A segmentação orientada a processos rompe com esse paradigma. Em vez de controlar fluxos com base em endereços ou redes, ela atua com granularidade real: no nível de processos, aplicações, usuários e serviços.
Funciona assim:
• Cada workload, container, máquina virtual ou servidor é monitorado continuamente.
• As comunicações entre processos são visualizadas e analisadas.
• Regras são sugeridas automaticamente com base em comportamento real.
• Políticas são aplicadas com base em contexto (quem, o quê, onde e como).
Essa abordagem elimina o movimento lateral. Mesmo que um ativo seja comprometido, o atacante encontra barreiras contextuais intransponíveis: não há permissão para comunicar-se com outros processos, aplicações ou segmentos fora do escopo autorizado.
A segmentação orientada a processos se conecta diretamente ao modelo Zero Trust, em que nenhuma comunicação é presumida como segura. Tudo deve ser explicitamente permitido, com base em identidade, contexto e comportamento. É uma segurança adaptativa, que se molda ao ambiente e não depende de infraestruturas fixas.
Casos de uso: onde a segmentação orientada a processos faz diferença
- Defesa contra ransomware Com a segmentação aplicada por processo, a propagação é bloqueada. A Akamai registrou que organizações que segmentaram ativos críticos mitigaram ransomware até 11 horas mais rápido do que aquelas com segmentação limitada. Isso não é apenas eficiência técnica. Em setores como saúde, varejo ou serviços financeiros, essas 11 horas podem representar a diferença entre continuidade e colapso operacional.
- Kubernetes e DevSecOps Clusters K8s são redes abertas por padrão. Cada pod pode se comunicar com qualquer outro. A segmentação orientada a processos, com visibilidade de pods, namespaces e serviços, isola workloads críticos e reduz drasticamente o risco.
- Ambientes legados e multi-cloud Com suporte a sistemas como Windows 2003, AS400, ambientes on-premises e nuvem, a segmentação baseada em software traz proteção uniforme, sem depender de reconfigurações de rede ou substituição de infraestrutura.
- Compliance e visibilidade para auditorias Ao aplicar segmentação contextualizada, as empresas reduzem escopos de conformidade (PCI, LGPD, HIPAA), facilitam auditorias e aumentam a postura de confiança exigida por seguradoras e órgãos reguladores.
- Eficiência operacional em times de segurança Políticas dinâmicas, sugeridas por IA, reduzem o tempo de resposta, a carga manual e a dependência de especialistas em redes. Mais eficiência, menos erros.
- Prevenção de violações por terceiros e parceiros Muitos ataques hoje exploram relações de terceiros. A segmentação permite limitar o que cada parceiro pode ver ou acessar, minimizando o impacto de credenciais comprometidas.
- Continuidade de operação em ambientes críticos Ao isolar aplicações sensíveis, como ERPs ou sistemas de logística, mesmo que partes da rede sejam afetadas, as operações principais podem seguir ativas.
Como o Akamai Guardicore resolve esse desafio
A solução da Akamai combina microssegmentação, Zero Trust Network Access, DNS Firewall e threat hunting em uma plataforma unificada. Entre seus diferenciais:
• Mapeamento visual e em tempo real das comunicações de rede e dependências de aplicação
• Políticas baseadas em IA com recomendações contextuais e aplicação rápida
• Proteção multiplataforma, incluindo containers, IoT, workloads em nuvem e sistemas legados
• Visibilidade e aplicação de políticas unificadas em todos os ambientes
• Modelos prontos para ransomware, DevOps e segmentação por aplicação
• Integração com ferramentas de orquestração, CMDBs e threat intelligence
O diferencial está na capacidade de reduzir riscos, acelerar conformidade e simplificar operações em ambientes cada vez mais complexos. Tudo isso com uma abordagem leve, sem downtime e com ganho de tempo operacional desde o primeiro dia.
Em um mundo sem perímetro, proteger o “dentro” é essencial. A segmentação orientada a processos não apenas reduz a superfície de ataque, mas transforma a segurança em algo adaptativo, granular e eficaz.
Mais do que uma técnica, trata-se de uma nova mentalidade: parar de confiar em barreiras estáticas e começar a controlar cada movimento dentro da rede com base em contexto real.
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